A importância do QSL.

Em minha opinião a maior recompensa na prática do dx é sem dúvida alguma a escuta de uma emissora de difícil sintonia.
Quando isso vem acompanhado de testes com antenas então… Sim, o que eu chamo de um verdadeiro DX! Sem dúvida
alguma uma outra particularidade do dexismo é a obtenção do cartão QSL. Eu mesmo tenho a maior curiosidade em ver as coleções dos colegas Samuel Cássio, Rudolf, Ivan Dias, Rúbens, Adalberto, dentre outros. O cartão QSL é a recompensa material, o esforço visível em nossas mãos de nossas escutas, além de ser altamente atrativo na explicação da prática de nosso hobby a outros. Como me lembro durante os anos que iniciei o dexismo da expectativa do carteiro chegar (interessante é que essa sensação não desaparece com o tempo, que diga os relatos do Adalba e do Rúbens), e nos deixar diversos envelopes e a ansiedade era tanta que não sabia qual abrir primeiro. Os brindes, os postais, selos, flâmulas, bonés, camisetas, canetas, marcadores de livro, discos (lá no século passado, rsss), CDs e até mesmo rádios, como o exemplo do colega Adalberto que ganhou um da VOA, são motivos de sobra para a continuidade da prática do dexismo e sobre todos eles o cartão QSL é o principal desejo e anseio de todos nós. Tem o seu shack arrumado, organizado, correspondências arquivadas, material de consulta a alcance das mãos, gravações arquivadas em ordem, cartões QSLs em álbuns? Então você é “um grande expositor e publicador de nosso hobby” e “precisa” compartilhar isso com outros através de blogs, levando esse material a encontros DXs e de
radioamadores em sua localidade. Não há dúvida que nosso hobby é extremamente gratificante e não se resume apenas em solitárias e sinistras escutas nas madrugadas. E o cartão QSL é sem sombra de dúvida, pela bela apresentação visual que tem, o principal meio da realização de nossas escutas e da promoção de nosso hobby. Hoje a obtenção do cartão QSL se tornou até bem mais em conta com a possibilidade na maioria das vezes do envio do relatório de recepção através do e-mail. Também temos como ajuda os tradutores on-line na internet que nos auxiliam na elaboração de um relatório
em outro idioma (o Adalberto já enviou até mesmo um relatório de recepção em chinês com a ajuda desses tradutores on-line). A utilização de tradutores on-line para a elaboração dos relatórios de recepção é um assunto que eu irei dá umas dicas mais a frente, pois exige umas técnicas, pois os tradutores são imperfeitos e se não tivermos a devida cautela ao chegar às mãos dos responsáveis na rádio eles podem não entender absolutamente nada. Sem dúvida os cartões QSLs recebidos são a mostra visível das divisas de patente do dexista. Taí uma boa sugestão para o próximo encontro nacional
ou local, a divulgação da exposição das coleções de cartão QSL nesses locais para a divulgação do dexismo. Ainda vou escrever mais sobre esse assunto, apesar de particularmente está em déficit com essa modalidade e ainda trago a tristeza de ter perdido todo o meu material antigo sobre DX, inclusive os cartões QSLs. Um outro assunto muito interessante e  que eu também tenho paixão são as gravações das escutas, também um assunto para depois. Quem não tem aquela sensação, o prazer, a alegria, a exaltação quando na realização de uma difícil escuta? Com certeza todos nós que somos
dexistas (opa! Olha a pretensão, rsss). Essa sensação somente é repetida e em certas condições até mesmo muito mais ampliada, quando recebemos aquele importante cartão QSL. Portanto mãos a massa e enviemos relatórios de recepção às emissoras e vamos colocar cores no prazer que a paixão a esse incomparável e maravilhoso hobby nos proporciona.
Um abraço e boas escutas,

Jorge Freitas – Feira de Santana – BA 19/11/2009

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Entenda um pouco do Cabo coaxial

Estudo e Pesquisa
Existem algumas coisas, que passam desapercebidas aos olhos gerais, mas que temos de levar muito em consideração, principalmente quando se trata de escutar rádio.
Existe aquele radio escuta dedicado, que se preocupa com cada detalhe, desde o receptor, a antena, o local, a literatura de apoio; enfim, cuida com particularidade e esmero de cada um destes detalhes envolvidos na prática da radio escuta.
Porém existe aquele outro que monta sua antena de maneira improvisada, está sempre com todo material desorganizado, não tem critério e mesmo assim acredita que está fazendo o correto e não encontra motivos pelos quais não consegue atingir bons
objetivos.
Este último é daqueles que não se preocupam com o fio que liga a sua antena ao seu receptor, o conhecido “cabo de baixada”,
no jargão radio escuta.
Este cabo tem uma importância muito significativa na qualidade das escutas que se vai conseguir.
Uma ótima antena, que chega de maneira inadequada ao receptor, joga totalmente por terra, a qualidade do serviço de escuta que possa ser executado.
É muito importante que o radio escuta, faça esta ligação antena/radio, da maneira mais adequada possível de modo a propiciar ao equipamento receber um sinal com “limpeza”`e nível suficiente para permitir a correta demodulação.
Uma ligação inadequada entre antena e receptor, pode fazer com que uma antena excelente aparente ter o comportamento elétrico de um sistema isolante, sem condições de captar a RF que é transmitida e chega até ela.
É por isso que recomendo, que todas as antenas sejam interligadas aos receptores por meio de um cabo coaxial, pois essa é a interligação mais apropriada para um sistema receptor.
O cabo coaxial, oferece duas grandes vantagens sobre os fios singelos que também s~são utilizados como “baixada”.
Estas duas vantagens são: a blindagem (fornecida pela malha coaxial que envolve todo o condutor central, a qual blinda esta ligação contra os ambientes ruidosos (linhas de corrente alternada, equipamentos eletrônicos diversos próximos), e a outra grande vantagem do cabo coaxial é sua capacidade de evitar substancialmente, a perda de
sinal ao longo de seu comprimento, mesmo quando embutido em tubulações ou subterrâneos, pois são construídos para diminuírem muito a influência da absorção capacitiva do ambiente onde estão instalados.
Além disso, os cabos coaxial, não são difíceis de serem adquiridos, porque são facilmente encontrados no comércio, por serem largamente utilizados nos sistemas de recepção de televisão e em todas as estações transmissoras de sinais, sejam de televisão, radio comerciais, radioamadores, etc…
Existem cabos coaxiais com uma vasta variedade de impedâncias características, mas os cabos mais adequados a serem utilizados em nossas antenas são os de 75 ohms e os de 50 ohms.
Um cabo coaxial, pela sua construção mecânica, determina, por suas características, a velocidade de propagação da ondas através do seu comprimento.
Cabo ruim, significa recepção ruim e não existe remédio que possa melhorar isso, a não ser a substituição do cabo.
Por isso é importante se fazer uma inspeção periódica no seu sistema de recepção e principalmente no cabo coaxial.
E esta inspeção deve ocorrer de maneira mais atenta, exatamente na malha coaxial que envolve o condutor central do cabo.
Se o cabo coaxial apresenta uma malha escurecida, oxidada, é sinal de ter sido submetido á correntes de descarga de eletricidade estática ou indução elétrica ambiental, e o seu desempenho será sempre na condição de depreciar o sinal que é captado pela antena.
Cabo bom é aquele que apresenta o condutor de cobre com o metal brilhante e sua cor característica, bem como a malha que o envolve está também com a cor característica do metal que a compõe.
Além disso, as conexões terminais do cabo coaxial devem ser bem soldadas, pois devemos considerar que no ponto de alimentação da antena, esta conexão deverá ficar sobre a ação do vento e das variações calor frio do ambiente, as quais podem
resultar em rupturas que causarão mau contato e a conseqüente deterioração do sinal de RF.
Além de ter de ser bem soldado, esta conexão deverá ser bem isolada, com fita isolante, fita de auto-fusão ou borracha de silicone, pois caso fique aberta á ação da chuva, as pequenas gotas de água que entrarem no início do cabo, pelo fenômeno do efeito
pelicular da água, passarão a percorrer todo o cabo internamente, alterando suas características e causando também danos á recepção.
Apresentaremos uma breve resenha do que vem a ser um cabo coaxial, em linguagem de fácil compreenção.

O Condutor Central:
Quando formado por cobre nu deve ser composto por cobre eletrolítico, de alta pureza. Isto significa baixa resistência ohmica, o que é desejável dentro das dimensões para o qual o cabo é projetado.
Quando formado por condutor central de aço cobreado a relevância se volta para o correto diâmetro do mesmo, pois quanto menor o diâmetro maior a resistência ôhmica do condutor.

O isolamento Interno:
Tem função de isolação entre o condutor central e a malha coaxial, porém esta é uma visão simplificada do que acontece na transmissão de um sinal pois devemos lembrar que o “sinal” não é formado apenas pela corrente elétrica que ocorre devido a
aplicação de um determinado nível de tensão nos condutores interno e externo, mas também pelo campo elétrico e magnético que se estabelece na isolação em função desta corrente e nível de tensão. Portanto este meio a qual chamamos simplesmente de
isolação tem grande importância na qualificação de um cabo coaxial.
Na observação visual dos cabos com isolação de polietileno sólido não devemos encontrar impurezas de qualquer natureza, bolhas de gás, defeitos na forma geométrica que deve ser cilíndrica ou condutor central fora do centro geométrico da isolação. No caso do polietileno expandido ou celular, devido às suas características não conseguimos visualizar as impurezas internas caso existam, ou a homogeneidade na distribuição das células de gás características deste produto, porém as demais características citadas acima são válidas e podem ser observadas.

A Malha Coaxial:
O condutor externo dos cabos coaxiais tem função elétrica tanto na transmissão do sinal como também na blindagem do cabo. Ela não tem função apenas de isolação eletromagnética com o meio ambiente mas também tem função relevante na condução do sinal pois da mesma forma que no condutor interno, temos passagem de corrente elétrica nesta blindagem.
Quanto mais fechada for, mais cobre foi utilizada em sua fabricação, menor será sua resistência ohmica e maior sua imunidade a ruídos, este aliás é um dos motivos pela qual não podemos dispensar a malha de cobre nos cabos que utilizam fita de poliéster
aluminizada que apesar de aumentarem a blindagem do cabo tem resistência elétrica elevada.
Estas fitas recobrem completamente o cabo, são flexíveis, práticas e quando utilizadas com a malha de cobre formam um par de componentes excelentes no que diz respeito tanto na condução quanto na blindagem do sinal.
É comum que o cobre da blindagem seja estanhado como do exemplo abaixo o que lhe dá uma aparência prateada, o estanho evita que o cobre entre em contato direto com o alumínio da fita e crie corrosão entre ambos sob a presença de umidade principalmente
nas regiões mais expostas do cabo que são os pontos de conexão.

O isolamento Externo:
Tem função de proteção do cabo e sua função é apenas isolar o meio de transmissão do ambiente externo. As capas mais comuns são formadas por PVCs ou polietileno. Também encontramos as linhas anti-chamas para estes dois produtos.
Quando adquirimos um cabo coaxial devemos observar a espessura da capa que deve ser adequada para suportar possíveis trações e abrasões a qual o cabo estará sujeito durante um típico processo de instalação e é claro que cabos que economizam
nesta característica podem ter esta proteção danificada e deixar os condutores metálicos internos expostos a ação do ambiente externo levando em primeiro momento a perda de qualidade do sinal e ao longo do tempo sua perda total.
A Atenuação
Uma analogia para ilustrarmos a atenuação seria aquela observada com fogos de artifício. Quando acesos se deslocam com um brilho intenso que vai diminuindo a medida que sua energia vai acabando, esta situação ilustra o sinal transmitido em um cabo real.
Se estes fogos seguissem indefinidamente, com o mesmo brilho, até serem perdidos de vista teríamos a situação equivalente do cabo ideal, ou sem perdas independente de seu comprimento.
O que ocorre, no entanto, é que em função dos materiais utilizados na construção de um cabo assim como de seu comprimento, parte deste sinal se perde de forma muito parecida de quando perdemos energia elétrica (que é paga a concessionária) nos fios aquecidos dos eletrodomésticos que utilizamos como chuveiros, aquecedores, secadores, geladeiras, aparelhos de ar condicionado, etc.
Fisicamente a atenuação depende da freqüência do sinal e da construção do cabo, portanto a qualidade construtiva dos condutores são determinantes na redução deste fenômeno. A atenuação é apresentada nas especificações técnicas em gráficos ou tabelas em função da freqüência e estes dados serão utilizados pelos técnicos a fim de especificarem os cabos para suas instalações ou equipamentos dentro de valores admissíveis.
Os valores geralmente aparecem em db/100m e quanto menor for este valor menos atenuação para o sinal teremos e mais eficiente o produto. Por exemplo, um cabo que apresente na freqüência de 500 Mhz 9,1 db/100m é melhor que outro que apresente 10,0 db/100m nesta mesma freqüência.
E estes valores são sempre encontrados nos catálogos dos fabricantes.
Por isso, á partir de agora, cuidemos com atenção do cabo que interliga nossa antena ao nosso receptor, pois dele depende muito a qualidade do sinal que captamos.

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UTC – TEMPO UNIVERSAL COORDENADO

Quem começa a ouvir as emissões de radio internacionais, vai notar logo que os horários quase sempre são mencionados como horário no “Tempo Universal”, que conhecemos como horário UTC, (Horário Universal Coordenado). Mas o que vem a ser isso e qual a necessidade de se usar este padrão na mensuração do tempo, em rádio ?
No início, até mesmo os relógios mecânicos eram acertados pelo tempo fornecido pelos relógios de Sol. A hora comum, no entanto, aquela usada em nosso cotidiano, não se baseia inteiramente no Sol. A velocidade da Terra em seu movimento de translação não é constante, e por isso a duração dos dias solares é desigual.
Foi preciso imaginar um “Sol fictício”, que produzia dias iguais durante todo o ano. Esse corpo, também chamado Sol médio, percorre sobre o equador celeste espaços iguais em tempos iguais. Apenas por praticidade, começamos a contar o dia solar médio quando o Sol médio atinge a chamada culminação inferior. Em outras palavras, quando é meia-noite.
Mas afinal, a diferença entre o tempo solar verdadeiro e aquele produzido pelo Sol médio não passa de 17 minutos. Uma defasagem que foi imperceptível para o dia-a-dia da humanidade durante muitos séculos. Até que, nas primeiras décadas do século XIX, surgiram as estradas de ferro.
Antes os viajantes nem se davam conta que ao chegar a um destino longínquo a hora do lugar era diferente. A precisão dos horários de partida e chegada se confundia com as irregularidades dos mecanismos dos relógios da época, mais a lentidão dos meios de transporte movidos a tração animal.
As ferrovias mudaram tudo. Agora era possível se locomover com relativa rapidez por quase toda a Europa e ir de costa a costa dos Estados Unidos. Para resolver – parcialmente – o problema dos horários surgiram as horas nacionais.                         Porém, cada país tinha a sua – e isso não ajudava muito. Era preciso uma padronização. E foi a Inglaterra o primeiro país a adotá-la (embora Estados Unidos e Canadá disputem até hoje essa primazia). Não foi nada fácil. Política, religião e orgulho nacional puseram de lado argumentos científicos, numa disputa que envolveu até mesmo o Brasil. Uma conferência internacional em 1884 tratou de escolher um meridiano de
partida que servisse a todas as nações do mundo. Conta-se que o Imperador Pedro II orientou o diretor do Observatório do Rio de Janeiro, representante do Brasil, a votar em favor do meridiano zero que passava por Paris. No final, Greenwich, na Inglaterra, foi escolhido quase por unanimidade. O Brasil se absteve do voto. Meridiano zero
A hora média de Greenwich (Greenwich Mean Time ou GMT) foi utilizado como padrão mundial de tempo até 1986, quando surgiu o Tempo Universal Coordenado (Coordinated Universal Time ou UTC), que é baseado em padrões atômicos em vez da rotação da Terra.
O UTC é o padrão internacional de tempo usado atualmente e mantido pelo Bureau Internacional de Pesos e Medidas. Mas zero hora UTC ainda corresponde, aproximadamente, à meia-noite no meridiano de Greenwich, Inglaterra.                             Que é UTC
O Tempo Universal Coordenado (em inglês Coordinated Universal Time), ou UTC (Universal Time, Coordinated), também conhecido como tempo civil, é o fuso horário de referência a partir do qual se calculam todas as outras zonas horárias do mundo.             É o sucessor do Tempo Médio de Greenwich (Greenwich Mean Time), abreviadamente GMT. A nova denominação foi cunhada para eliminar a inclusão de uma localização
específica num padrão internacional, assim como para basear a medida do tempo nos padrões atômicos, mais do que nos celestes.
Ao contrário do GMT, o UTC não se define pelo sol ou as estrelas, mas é sim uma medida derivada do Tempo Atômico Internacional (TAI). Devido ao fato do tempo de rotação da Terra oscilar em relação ao tempo atômico, o UTC sincroniza-se com o dia e a noite de UT1, ao que se soma ou subtrai segundos de salto (leap seconds) quanto necessário. Os segundos de salto são definidos, por acordos internacionais, para o final de julho ou de dezembro como primeira opção e para os finais de março ou setembro como segunda opção. Até hoje somente julho e dezembro foram escolhidos como meses para ocorrer um segundo de salto. A entrada em circulação dos segundos de salto é determinada pelo Serviço Internacional de Rotação da Terra e Sistemas de Referência (IERS), com base nas suas medições da rotação da terra.                                                                                          “UTC” não é realmente uma abreviatura; é uma variante do tempo universal, (universal time, abreviadamente UT) e o seu modificador C (para “coordenado”) foi incluído para enfatizar que é uma variante de UT. Pode-se considerar como uma solução conciliatória entre a abreviatura inglesa “CUT” e a francesa “TUC”.
  24 fusos horários
Os fusos horários são faixas de 15° de largura correspondentes a um intervalo de tempo de uma hora que partem do meridiano que passa por Greenwich. Os fusos orientais são precedidos do sinal + para indicar que as horas se adiantam para Leste, ocorrendo o oposto para os fusos ocidentais (a Oeste de Greenwich).
  A hora UTC do Brasil
Por possuir três fusos horários, o Brasil possui três horários UTCs, que são:
Duas horas á mais que o horário do meridiano zero (Greenwich) nos estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima; quatro horas á mais que o meridiano zero em Fernando de Noronha e nos demais estados (que possuem o horário de Brasília) três horas á mais que Greenwich.
  Os fusos horários no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou , no dia 24 de maio de 2008, sem vetos, a lei nº 11.662/2008,
publicada no Diário oficial da União de 25 de junho de 2008.
Esta lei reduz de quatro para três o número de fusos horários usados no Brasil. A mudança, com prazo de 60 dias (da publicação), para entrar em vigor, atingirá municípios nos Estados do Acre, Amazonas e Pará.
Dentro desse prazo, os 22 municípios do Acre ficarão com diferença de uma hora em relação a Brasília, poishoje são duas horas a menos.
Municípios da parte oeste do Amazonas, na divisa com o Acre, sofrerão a mesma mudança, o que igualará o fuso dos Estados do Acre e do Amazonas.
A mudança na lei também fará com que o Pará, que atualmente tem dois fusos horários, passe a ter apenas um.
Os relógios da parte oeste do Estado serão adiantados em mais uma hora, fazendo com que todo o Pará fique com o mesmo horário de Brasília.                                                    NOSSOS FUSOS HORÁRIOS DEPOIS DESTA LEI
Com a entrada em vigor desta lei, no dia 25 de julho de 2008, os estados brasileiros ficaram dentro dos seguintes fusos horários:
  Horário de Brasília
Os seguintes estados terão o mesmo horário de Brasília: Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
  Uma hora á mais que o horário de Brasília
As Ilhas Oceânicas (Fernando de Noronha) estarão sempre uma hora á mais que Brasília.
  Uma hora a menos que o horário de Brasília:
Os seguintes estados terão seu horário com uma hora á menos que o horário de Brasília: Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima.
  O que mudou com esta nova lei:
O Acre deixou de ser duas horas a menos que Brasília para ficar com uma hora a menos que Brasília.
Todo os município do lado Oeste do Pará, que tinham uma hora menos que Brasília, passaram a ter o mesmo horário de Brasília e assim o Estado do Pará passou a ficar totalmente no horário de Brasília, pois antes, 22 municípios ficavam num fuso com uma hora á menos.

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Os fones de ouvidos

Se existe um equipamento que deve estar presente em todo
Shack de um dexista são os Fones de Ouvido.
Esta trapizunga, que nos deixa com aquela aparência de ser
extraterrestre (meu filho acha isso) é um complemento da
mais alta importância para a realização de boas escutas.
Sabemos que é altamente recomendável se utilizar fones
de ouvido para melhor se ouvir os mínimos ruídos e vozes
numa sintonia radiofônica e neste quesito, é sempre
bom não economizar e ter sempre em mãos excelentes
fones de ouvido que dêem fidelidade ao som. Modelos
de fones profissionais, os tecnicamente chamados de
circumaural, que são grandes e cobrem todo o ouvido
são recomendados.
Aqueles modelos pequenos, geralmente muito utilizados
para walkman e MP3 Players, que são conhecidos pelo
nome técnico de Earphones ou Earbuds não são os mais
recomendados por não possuírem a mesma qualidade da
fidelidade de reprodução do som.
Eu não consigo fazer escutas de radio, sem utilizar meus fones
de ouvido. No caso de estar escutando a programação de
uma emissora, como faço regularmente com a Bandeirantes
de São Paulo , não recorro ao uso deste acessório e faço a
audição exclusivamente através da reprodução sonora do
alto falante do receptor; mas quando estou pesquisando a
faixa, á cata de figurinha difíceis, a utilização dos fones é
sempre imprescindível.
E convenhamos, é uma delícia botar um bom fone nas
orelhas, se desligar da barulhada usual do mundo e descobrir
detalhes das músicas que nunca seriam audíveis em caixas
de som normais, ou adquirir um discernimento especial de
diferir determinados ruídos do áudio da emissora fraquinha
e interferida que se deseja ouvir.
Porém, na hora de se adquirir os fones de Ouvido, é difícil
separar o joio do trigo para se chegar a um par de fones de
boa qualidade.
Neste texto, vou apresentar algumas dicas, adquiridas com
a experiência de quem já tem uma boa quantidade de horas
de orelhas cobertas por este equipamento.

Fones Earbuds
Os fones intra-auriculares (nome que é incorretamente
aplicado), conhecidos como Earbuds , são aqueles pequenos
que você enfia na orelha. A maioria dos fones que você vê
por aí são do tipo “earbud” pois são fones muito baratos
e fáceis de se encontrar, porém fones deste tipo de boa
qualidade são muito raros de serem encontrados.
Como são muito pequenos, os earbuds – tanto os
vagabundos quanto os de qualidade (muito raros) – não
conseguem reproduzir com perfeição os sons mais
graves. Outra desvantagem é que eles não são bons para
ambientes barulhentos. Aí você aumenta o volume pra
compensar e, daqui a alguns anos, acaba trocando o fone
por um aparelho de surdez…

Fones headsets

Os fones supra-auriculares (headsets) são aquele modelo
grandão e almofadado que você usa sobre a orelha.
São confortáves, fáceis de colocar e tirar, e os modelos
com traseira fechada bloqueiam boa parte dos ruídos
externos. Como são maiores, reproduzem o som com
maior fidelidade e são menos nocivos à audição, porque
ficam mais longe do seu tímpano do que os earbuds. Mas
são mais caros, não são lá muito portáteis e nem discretos
(se você tentar usar um deles pela rua os transeuntes
ficarão olhando pra você). Este tipo de fone é o mais
recomendado para a radioescuta.

Canalphones
Existem ainda, os pouco comuns, intra-auriculares (inear
ou canalphones): Eles tem um formato esquisito e
um jeito ainda mais estranho de usar: você enfia os fones
dentro do canal auditivo. E isso, meus caros, é a melhor
coisa do mundo.
Fones intra-auriculares são tão discretos e portáteis quanto
os earbuds, tem uma qualidade sonora maravilhosa e isolam
praticamente TODO o ruído externo – o que é um perigo pois
você se isola completamente do ambiente onde está o que
não é recomendado em algumas situações.
Claro que esse poder todo tem seu preço: fones intraauriculares
são caros. Além disso, o uso dentro do canal
auditivo não é exatamente confortável. E, de vez em quando,
você vai ter a desagradável tarefa de limpar restos de cera
de ouvido deles.
Para finalizar estes assunto apresento algumas experiências
adquiridas pelo uso e que poderão ser úteis na escolha de
um fone de ouvidos para suas escutas.
De maneira geral, qualquer fone que venha junto com algum
produto bom como iPod, MP3 player, notebook, etc; tem a
tendência de serem de boa qualidade pois os fabricantes
nunca desejam comprometer o produto que acompanham.
Imagine se os fones do iPod tivessem um som ruim: ninguém
ia culpar os fones, todo mundo ia sair dizendo que “o iPod é
uma droga”. Por isso os fabricantes espertos não bobeiam
e capricham na qualidade destes fones.
Fones com controle de volume, no fio ou nos próprios
fones. Esse controle de volume pode até ser prático, mas
normalmente degrada a qualidade do som.
Você deve ter dois cuidados básicos para que seu fone de
ouvido venha a durar bastante:
a) Guarde seu fone com o fio enrolado gentilmente, sem
forçar – principalmente perto do conector, o primeiro lugar
aonde o mau contato aparece quando o fone é maltratado.
b) Jamais sopre dentro dos fones para tirar sujeira ou
poeira. Por dentro, o fone é uma micro-caixa de som, com
um diafragma mais delicado que o Clodovil. Estraga mais
fácil do que você imagina.
Já ouviu falar em “amaciar” motor de carro? Pois é os fones
de ouvido, de boa qualidade, na grande maioria das vezes
tendem a melhorar conforme vão sendo “amaciados” com
o uso.

Um grande abraço a todos,
Adalberto Marques de Azevedo

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INÍCIO DA TEP. AS CARIBENHAS CHEGARAM

Tivemos a excelente noticia ontem através do grupo “dexismo fm” no whatzapp as primeiras escutas de emissoras caribenhas feita pelo nossos amigos Marcelo Munari que reside na bela cidade de Itaqui – RS  e  Marcio Molossi de Xavantina SC.

Desde que eu comecei a fazer escutas dessas emissoras caribenhas que normalmente se inicía em outubro e vai até Março, acredito que esse ano as primeiras escutas foi mais cedo do que o normal.

As emissoras escutadas pelo nosso amigo Marcelo Munari e Marcio Molossi.foram os seguintes:

La equis de Porto Rico- 103.7Mhz,  Escuta feita por Marcelo Munari

Woro- Porto Rico 92.5Mhz,   Escuta feita por Marcio Molossi

Fresh Porto rico 99.9Mhz     Escuta feita por Marcio Molossi

Foram colocados audio da escuta que ele fez no nosso grupo no whatzapp. Ja aproveito e convido a todos que gostam de fazer escutas na faixa de FM a participar do nosso grupo. Os interessados podem fazer o pedido por aqui mesmo ou me escrever no meu whatzapp. meu numero é 48999266649.

SEJA BEM VINDO TEMPORADA DE EMISSORAS CARIBENHAS 2017-208

 

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Sony ICF SW 7600 e 7600GR

No OT-Shack de hoje, iremos tecer alguns
comentários de cunho prático sobre um receptor, muito
difundido em nosso meio

Faço parte de um outros fóruns de debates, estes
voltados para os receptores Sony ICF SW 7600 e 7600GR.
São fóruns internacionais, em inglês e por isso
poderemos partir do pressuposto que os participantes
apresentam intervenções de grande desenvoltura técnica.
Mas isso é mera ilusão, pois verifico pessoas, no
mundo todo, com dificuldades primárias na utilização destes
magníficos receptores portáteis.
Confirmei nestas listas que os nossos irmãos
estrangeiros possuem as mesmas dúvidas e dificuldades
apresentadas aqui no Brasil. Partindo desta premissa, resolvi
escrever este texto, comentando algumas informações
operacionais úteis a quem possui este tipo de receptor, que
sei é muito difundido em nosso meio

Podem parecer, para
aquele que já opera seu Sony, com desenvoltura, que as
minhas informações são muito elementares, mas acredito
que existe muita gente que não sabe destas informações.
Nesta minha humilde explanação, pretendo,
apresentar resultados e observações de caráter prático, que
tecer comentários técnicos sobre o receptor.
Algumas afirmações que apresentarei poderão ser
analisadas por alguns leitores como informações muito
primárias e que deveriam ser do conhecimento geral.
Ocorre que muitos não sabem estas informações e como,
por serem consideradas “primárias” ninguém fala nelas, e
as mesmas não são aplicadas por muitos radioescutas
desinformados sobre o tema.
Tenho um amigo que possuia um Scaner portátil IC
R-10 e que por desconhecer uma tecla que existe no fundo do
compartimento de pilhas que permite desligar o efeito de recarga quando o mesmo está com pilhas convencionais não
recarregáveis e o scaner esta com a fonte (que é também
carregador) conectado e ligado. Se não fizer isso as pilhas
não recarregáveis são submetidas a tensão de carga e podem
vazar, danificando os circuitos. Isso ocorreu e ele perdeu o
scaner. Tudo por desconhecer uma questão que muitos
considerariam primária e está nas primeiras páginas do
manual de usuário. É para evitar este tipo de problema que
apresento estas minhas palavras.
Não são conselhos técnicos, mas sim práticos sobre a melhor
utilização deste magnífico receptor portátil.
A coisa mais comum que ocorre com quem inicia
nesta nossa atividade é iniciar utilizando um receptor
analógico ( quase sempre um Transglobe 9 faixas) e depois
de algum tempo e economia adquire um receptor digital (na
Maioria das vezes um 7600GR, pelo custo benefício que ele
apresenta).
O primeiro impacto do radioescuta, nesta situação é
fazer uma análise inicial de que anteriormente ( com o
Transglobe) ele conseguia realizar um cópia melhor de
estações de sinal médio e baixo e agora com um receptor
digital, ele fica num
emaranhado de ruídos que não lhe permite captar com
segurança estas mesmas emissoras.
Isso é muito comum, porque a diferença de
sensibilidades destes dois receptores é
muito grande e desta maneira o Sony, é
sensível o suficiente para captar uma
quantidade muito maior de sinais que
estavam presentes no seu sistema de
recepção e o Transglobe, mesmo sendo um
ótimo receptor dentro de sua categoria, não
conseguia fazer o mesmo.
É por isso que eu sempre procuro orientar
os iniciantes, informando que muito antes de
mudar de receptor, eles devem procurar
pesquisar melhor e mudar de antenas de
recepção bem como melhorar as condições
de recepção de seu “local de escutas”.
Esta diferença fica ainda mais evidente,
quando utilizamos um dispositivo para
efetuar o casamento das impedâncias de
entrada, aquilo que se chama vulgarmente
de Acoplador de antenas, Sintonizador de
Antenas, Transmatch, e etc e tal. Estes
dispositivos, se bem calculados e montados,
mesmo sendo dispositivos passivos,
apresentam um desempenho relevante nas
bandas para as quais são calculados.
Ocorre que verificamos que um destes “acopladores
de antena” tem uma resposta maravilhosa quando utilizado
num transglobe e podem não apresentar a mesma resposta
num Sony. Isso ocorre porque aquele “algo mais” que o
acoplador proporcionava ao Transglobe, o Sony já possui
pela prórpria qualidade de seus circuitos e assim não se
observa muita diferença. Esta diferença somente será notada
caso se monte um acoplador tecnicamente calculado e
rigidamente montado dentro dos parâmetros calculados e
isso não se consegue com um bobina testada por experiência
e um capacitor recolhido ao acaso entre os que se possui em
uma sucata. Neste caso é necessário muito maior esmero e
tecnica na montagem do acoplador..

O receptor Sony ICF-SW7600GR, nos oferece quatro tipos de recepção:

a) FM a qual se acessa através da pressão no botão redondo de cor cinza mais escuro, marcado com FM/AM
b) AM normal a qual, também se acessa através da pressão no botão redondo de cor cinza mais escuro, marcado com
FM/AM
c) AM com detector Syncrono . Este tipo de recepção é utilizado quando estamos tentando sintonizar uma emissora em AM
e o sinal da mesma está muito débil.
Ai mudamos a tecla existente na lateral direita ( AM MODE) para a posição central (SYNC) e fazemos um ajuste na tecla
existente logo acima dela, selecionando o modo LSB (Banda lateral Inferior) ou USB (Banda lateral Superior) de modo á captar a
emissora com melhor qualidade. Quando o detector syncrono atuar, ouviremos uma variação marcante no sinal de áudio e
aparecerá escrito SYNC LOCK na parte superior do dysplay digital.
d) AM em SSB, este modo deve ser utilizado no caso de sintonia de estações que estão transmitindo em SSB, como os
radioamadores, por exemplo. Podemos sintonizar uma emissora na freqüência de 7.100 KHz ( 40 metros dos radioamadores)
atuamos na tecla existente na lateral direita do rádio ( AM MODE) colocando-a na posição superior (SSB) e aí fazemos então a
seleção na tecla imediatamente acima ( LSB/USB) e podemos clarificar a sintonia da estação através do Knob superior da lateral
direita do rádio ( SSB FINE TUNE)

O receptor Sony ICF-SW7600GR, nos oferece as seguintes possibilidades de antena de recepção:

a) Em FM somente, através da antena telescópica. Se quisermos utilizar uma antena externa, esta deverá ser conectada á
antena telescópica através de uma garra jacaré.
b) Em AM Bandas de OLe OM através da antena interna de ferrite
c) Em AM Bandas de OC através da antena telescópica ou de uma antena externa conectada no plug AM EXT ANT
existente na lateral esquerda do rádio na posição mais superior.
d) Existe uma antena ativa, fabricada pela Sony, a qual é conectada ao plug AM EXT ANT e desta maneira, existe uma
tensão de corrente contínua que se apresenta neste plug, para alimentar este tipo de antena da Sony. Por isso, eu acrreditava, que
não deveríamos conectar antenas que fossem “fechadas” neste plug pois assim estaríamos colocando esta tensão em curto
circuito. Apouco te mpo atrás, o amigo Renato ULiana, me informou que este perigo não existe, pois o circuito deste receptor possui
uma protenção interna para este caso.

O receptor Sony ICF-SW7600GR, nos oferece um ajuste de atenuação ajustável:

E este ajuste deve ser utilizado somente quando ocorre a recepção de uma estação muito forte, de modo a que causa até
distorção na recepção de áudio. Nestes casos se atua na tecla ATT existente na lateral esquerda do rádio colocando-a na posição
ON e em seguida se atua no Knob existente acima desta tecla ( MAX/ MIN) de modo a eliminar esta distorção.
Deve se ter o cuidado de manter a tecla ATT na posição OFF quando se estiver pesquisando sintonias de emissoras, pois
com ela atuada, poderá ocorrer uma atenuação na capacidade de recepção do radio e desta maneira, estações com sinal muito
pequeno nem serão ouvidas. Muitas vezes, se o seu Sony está em “scaneamento” quando você aciona este sistema, e não
observar a captação de nenhum sinal, mesmo que as freqüências estejam girando no display digital, poderá ser por estar com o
atenuador acionado e limitando assim o sinal das emissoras captadas. Você terá de encontrar um limiar onde o atenuador atue para
o que você deseja, mas ainda assim não apresente limitação aos sinais das emissoras que pretende escanear. Isso somente com
prática e exercício se consegue.

O receptor Sony ICF-SW7600GR, nos oferece a possibilidade de gravação direta:

Esta gravação é feita se conectando um gravador á saída P2 existente na lateral esquerda do Rádio (LINE OUT).
Mas devido ao descasamento natural desta saída em relação a entrada dos gravadores em geral, é necessário se instalar um
resistor de 10kOhms em série com o fio “vivo” deste cabo para que as gravações não sejam distorcidas. Este resistor pode ser bem
pequeno (1/8 de watt) para caber soldado dentro do conector macho P2. Particularmente, fiz um cabo destes, mas que possue uma
tecla (numa caixinha plástica no centro do mesmo). Desta caixinha sai uma “perna” de cabo (todos blindados) para o conestor de
gravação do Sony ( LINE OUT) e do outro lado da mesma caixa saem dois cabos: um para o Gravador e outro que termina num
microfone de eletreto. Como a caixa tem uma chave do tipo “HH”, posso comutar para um microfone ou para a gravação direta do
receptor. Com isso, quando ocorrem o aparecimento de diversas “figurinhas difíceis” numa determinada banda, eu ganho tempo,
sem precisar fazer anotações. Basta comutar para o microfone, falar data hora UTC e freqüência voltar a tecla para gravação direta
e deixar gravar….seguir para a freqüência seguinte e repetir o mesmo. Aidentificação das emissoras, será feita depois, com tempo e
vagar onde posso voltar a fita quantas vezes quiser até conseguir a correta identificação para então anotar o Log e redigir o informe
com calma.

O receptor Sony ICF-SW7600GR, nos oferece a possibilidade de utilização de fones:

Mas os fones do tipo “egoísta”, bem como os paraguaios de 8 ohms não apresentam uma resposta muito boa quando
utilizados. Já verifiquei que fones de maior impedância ( acima de 20 ohms) apresentam uma escuta bem mais confortável.

O receptor Sony ICF-SW7600GR, nos oferece as seguintes possibilidades de alimentação:

Pilhas tipo AAnormais ou alcalinas e fonte de alimentação externa de 220/110 vCApara 6 Vcc.
É aconselhável a utilização com pilhas pois esta não apresenta a inserção de ruídos de linha o que ocorre com a grande
maioria das fontes externas. Pode-se utilizar pilhas recarregáveis do tipo NI-Cd (Níquel Cádmio) ou NI-MH (Níquel metal Hidreto).
As pilhas de NI-Cd apresentam o problema de memória, fonte de tantes reclamações dos usuários enquanto que as de NI-MH
(Níquel Metal Hidreto), mesmo sendo mais caras são as que pessoalmente eu recomendo. Quanto a fonte externa, eu utilizo uma
fonte nacional, estabilizada, marca Hayama, modelo 6001P de 1Amper, a qual insere muito pouco ruído e apresenta até um bom
desempenho. O melhor é que esta fonte já vem com conector que casa exatamente com o plug do rádio o qual é de difícil obtenção.
Espero que estas modestas informações tenham sido úteis a algum dos amigos.

Testo criado por Adaberto Azevedo.

 

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rádio vai acabar!

Dizem alguns jovens, assim Como foi o caso do disco de vinil e as fitas cassetes.
Vivemos atualmente na era da informação. Ora, como a
rádio acabará se vivemos numa era onde as pessoas têm
sede de comunicação? O que podemos dizer, sem medo
de errar, é que nossos pais que viveram na época de ouro
do rádio, quando todos se reuniam em torno daquela
caixa e ouviam as notícias, novelas, deixando a
imaginação fluir com as suas histórias, são, na verdade o
oposto dos nossos filhos, que nasceram na era da
informática.
Nossos jovens, realmente estão distantes dessa
tecnologia, que para eles é ultrapassada. Por outro lado,
nós, que estamos nessa divisão entre o rádio e a
informática, usufruímos sem problema dessas duas
tecnologias. A exemplo disso usamos, o Boletim do DX
Clube do Brasil, para divulgar nossas experiências com o
rádio. Unimos a informática ao rádio.
Cabe a nós, que somos os aficionados pela
radioescuta ou mesmo pelo radioamadorismo, fomentar
nos nossos jovens as alegrias que este hobby pode nos
proporcionar. Ensinar a operar, deixar “mexer” nos
nossos equipamentos para que entendam seu
funcionamento. Somente assim, poderemos trazer para
nosso meio, mais e mais gente para ocupar um espaço
maravilho a ser redescoberto.
Mas a rádio é dinâmica. Ela se desenvolve com
tecnologia. Para se ter uma idéia, Há tempos, o disco de
vinil era utilizado para apresentar as músicas para os
ouvintes. Logo depois veio o CD. Agora, é utilizado o
MP3, que fica armazenado num computador. Enfim,
este é o exemplo melhor que podemos dar da evolução da
rádio ao longo dos anos. E isso não para por aí.
Agora, temos a oportunidade de ter um rádio
ligado direto ao computador. Um sistema moderno
conhecido como RDS (Rádio Definido por Software),
que consiste num rádio, que se conecta ao seu
computador, e um programa faz todas as funções de
sintonia, aferimentos, comandos, entre outros. Também
temos um site muito interessante, que reúne diversas
rádios para quem tiver interesse em ouvir através do
computador.

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